Por que você não está seguindo a primeira regra de Warren Buffet?

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É muito comum em momentos em que a bolsa de valores está dando bons retornos, o investidor querer ter exposição ou aumentar a sua parcela em renda variável.

O contrário também acontece. Muitas vezes quando os preços das ações começam a cair, acende uma luz vermelha no investidor e ele começa a se questionar se deveria permanecer com aquela ação ou não, tendo como base apenas o valor que comprou a ação.

Você já passou por essa situação ou conhece alguém que tenha vivenciado isso?

O investidor comprou uma ação na bolsa de valores por R$ 21,00 a ação, passado algum tempo aquela ação caiu para R$ 16,00 cada. Neste momento, a decisão de permanecer com o investimento é apenas devido ao fato de não querer vender pelo valor inferir a R$ 21,00, uma vez que se fixou ao preço que pagou pelo ativo.

Perceba que não há nenhum fundamento técnico, avaliação de projeção de lucro da empresa ou perspectiva de cenário para determinada decisão. O único critério foi o preço voltar para o valor que ele estabeleceu.

Essa conduta é comum no mercado de capitais e conhecida pela área de Finanças Comportamentais como viés da ancoragem.

O viés da ancoragem faz com que a exposição prévia a uma informação nos leve a considerá-la fortemente na tomada de decisão. Nesse exemplo, o investidor se ancorou no preço de compra de um papel para determinar a sua posição.

O que devemos atentar é que o efeito resultante pode ser a manutenção de uma posição perdedora à espera de uma recuperação até o preço original, mesmo que as perspectivas futuras não indiquem tal possibilidade.

Muitas vezes, não querendo realizar o prejuízo, o investidor decide esperar o preço “voltar” para então sair do papel. E, nem sempre ele se dá conta de que tomando aquela decisão de permanecer com a ação, sem avaliar as projeções futuras, ele está sendo mais agressivo. Isso acontece de forma inconsciente e, muitas vezes dependendo do horizonte em que ele está considerando, o preço acaba não só caindo mais, mas despencando.

Ele simplesmente se tornou mais agressivo pelo fato de ter se fixado em um determinado valor, a despeito das evidências do contexto.

Nesse sentido, observamos outro fator interessante, o mesmo investidor não é sempre conservador ou sempre agressivo. Ele pode ter perfis conflitantes quando lida com suas finanças.

Razão pela qual nossas decisões têm muito mais um cunho emocional, do que uma escolha puramente racional.

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